
O Instituto de Cardiologia – Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC) celebrou 60 anos de história em 8 de outubro, com uma cerimônia em sua sede, em Porto Alegre. A solenidade reuniu médicos, funcionários, convidados e autoridades, entre elas a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.
Entre os profissionais que contribuíram para a construção dessa trajetória estão três Acadêmicos da ASRM: Rubem Rodrigues e Ivo Abrahão Nesralla, já falecidos, e Carlos Antonio Mascia Gottschall.

Fundador da Fundação Universitária de Cardiologia, em 1966, o Acadêmico Rubem Rodrigues (1924–2002) foi responsável por impulsionar a transformação de um modesto ambulatório em um centro de referência. Em 1967, a FUC assumiu a gestão do Instituto, e, dois anos depois, foi inaugurado o novo prédio. Sua atuação também incorporou experiências adquiridas no Instituto Nacional de Cardiologia do México, onde realizou estudos e pesquisas.
Foto: Reprodução/Instituto de Cardiologia – FUC.
O Acadêmico Ivo Abrahão Nesralla (1938–2020), cirurgião cardiovascular e ex-presidente da FUC, destacou-se pelo pioneirismo na cirurgia cardíaca. Realizou a primeira cirurgia de ponte de safena no Rio Grande do Sul, em 1970, e empregou, em 1973, pela primeira vez no Brasil, a técnica de hipotermia profunda e parada circulatória total para corrigir defeitos cardíacos congênitos complexos em crianças de baixo peso. Também liderou a equipe responsável pelo primeiro transplante cardíaco do Estado, em 2 de junho de 1984.
Foto: Reprodução/Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery (2021).


Já o Acadêmico Carlos Antonio Mascia Gottschall teve papel fundamental na consolidação da hemodinâmica e da cardiologia intervencionista na Região Sul. Em 1972, liderou a montagem do Laboratório de Hemodinâmica e Angiocardiografia do IC-FUC, que chefiou por décadas e ajudou a consolidar como centro de referência e formação de especialistas. Em 1982, realizou a primeira angioplastia coronariana do Rio Grande do Sul e a segunda desobstrução de uma artéria coronária cronicamente ocluída no mundo.
Além de sua contribuição à cardiologia, Gottschall participou da criação das primeiras campanhas contra o tabagismo no Brasil, na década de 1970, ampliando sua atuação em defesa da saúde pública.
Foto: Mauro Schaefer / CP.