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Fotógrafos

Sérgio de Paula Ramos

Sérgio de Paula Ramos desenvolveu sua paixão pela fotografia desde os 15 anos, com foco na vida selvagem e na natureza. Suas expedições fotográficas o levaram a locais como Pantanal, Lagoa do Peixe e África. Em 2015, realizou uma exposição individual no MARGS e participou de outras mostras coletivas. Ele se define como um "caçador de imagens" e usa câmeras Canon com uma lente de 600 mm para capturar a fauna sem interferência. Mantém um perfil no Instagram, onde compartilha suas fotografias.

Jorge Milton Neumann

A fotografia sempre esteve presente na vida de Jorge Neumann. Seu pai mantinha um laboratório fotográfico em casa, onde revelava e ampliava fotos em preto e branco. Aos 12 anos, Jorge fez sua primeira fotografia com a câmera de seu pai, uma Pentacon fabricada na então Alemanha Oriental, usando um filme Kodachrome. Desde então, a fotografia tornou-se uma parte intrínseca de sua vida, levando-o a enxergar potenciais imagens em quase tudo ao seu redor. Além de sua carreira médica, Jorge Neumann é um fotógrafo amador apaixonado. Ele compartilha suas fotografias no Instagram, onde se descreve como "fotógrafo amador, vivendo no sul do Brasil." Em 2022, lançou um livro de fotografias autorais e destinou a renda para ONGs que apoiam a doação de órgãos. Esse projeto reflete sua dedicação tanto à medicina quanto à arte da fotografia, unindo suas paixões em prol de uma causa nobre.

Leandro Ioschpe Zimerman

Minha relação com a fotografia é, acima de tudo, de admiração. Não sou fotógrafo, mas sou apaixonado pelas emoções nas imagens, pelas mensagens subliminares, pelos contrastes e cores. Por isto, eventualmente faço fotografias tentando guardar momentos especiais por meio de imagens. Estas fotos são acima de tudo emoções.

Roberto Giugliani

Roberto Giugliani é hoje um fotógrafo bissexto. Antes dos 15 anos de idade se interessou pela idéia de fotografar ao tomar posse de uma antiga máquina da família e ganhar, de um tio impulsivo, um ampliador. Ganhou experiência fazendo retratos dos filhos dos seus professores do Colégio de Aplicação. No início dos anos 70, embora já tendo ingressado no curso de medicina, passou a fazer trabalhos como free-lancer para a agência de publicidade Escala e para a produtora Módulo Filmes. Foi contratado como fotógrafo pela Editora Edel, onde atuou na produção dos álbuns comemorativos aos 150 anos da imigração alemã e aos 100 anos da imigração italiana. Participou de uma exposição coletiva na década de 70, antes que o progredir da faculdade extinguisse sua breve carreira como profissional. Nos 3 últimos anos do curso médico trabalhou como professor de fotografia no Colégio de Aplicação, tendo montado o laboratório da escola e participado da formação de alguns jovens talentos que iriam se destacar na arte fotográfica. Desde a sua graduação em medicina em 1976 vem fotografando como amador, percorrendo os jogos de luz e sombra que projetam a figura humana em suas inquietantes nuances.

Flávio Ferreira Diniz

Sou graduado em Medicina pela UFRGS desde 1977 e especialista em Coloproctologia pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), pelo St. Mark’s Hospital, em Londres, e pelo Humana Hospital, em Dallas. Iniciei na fotografia em 1981, por divertimento e para registrar meu primeiro filho. Minha primeira câmera foi uma Pratika MTL3. Como eu perdia quase todas as fotos, decidi comprar um livro sobre fotografia para aprender a fotografar corretamente. Com o tempo, fui adquirindo conhecimento e desenvolvendo ainda mais gosto pela arte de fotografar. Desde 2008, migrei para os equipamentos digitais, que utilizo até hoje. A fotografia tornou-se meu principal hobby, e sempre que viajo levo meu equipamento comigo. Não tenho uma especialidade definida: fotografo tudo o que considero interessante. O prazer que encontro na fotografia é imenso. Até hoje a considero o meu “psiquiatra”, pois me proporciona bem-estar e satisfação. Reviver cada momento e lugar ao revisar, organizar e finalizar minhas fotos é uma experiência única, que continua me encantando.

Paulo Silva Belmonte de Abreu

A fotografia entrou na minha vida como o documento que definia famílias e parentesco. Em Camaquã, onde morei até os 7 anos, e depois em Porto Alegre, fotografia era sinônimo de Retrato, que se tirava em estúdios de fotógrafos com sobrenome Polonês ou germânico, e onde íamos com hora marcada, para eternizar a família em fotos solenes. Também no colégio, onde tirávamos uma foto anual sentados, com Mapa-múndi ou Globo ao lado e bandeira nacional ao fundo, com a impressão do nome do Grupo Escolar. E em domingos solenes, em churrascarias, com a família sentada à mês com posição séria, e slides em veraneios, junto ao guarda-sol ou sentados no cômoro, com fotos que chegavam na semana seguinte em um dispositivo para olhar frente a uma fonte de luz. O processo de revelação era misterioso, levava dias, e se mostrava uma técnica secreta. Depois no colégio de aplicação, onde entrei aos 11 anos, a fotografia se mostrou um processo compreensível, quando tivemos aulas de revelação, e aprendíamos a química do preparo de reagentes e fixadores, que revelávamos em garagem de colegas. O mistério passou a ser a técnica de aquisição da imagem, para selecionar velocidade, profundidade de campo, diafragma, estudar a luz e o enquadramento, aí virou uma arte, que surgia com o aprendizado minucioso da técnica. Minha primeira máquina foi uma Flika, de plástico, de diafragma fixo, não tinha como escolher muito, mas aprendia espiando os colegas, e especialmente colegas da aula de meu irmão Silvio, entre eles o Roberto Giugliani, que cedo dominava técnica de luz, havia inclusive fotografado o eclipse da lua em Bagé, e cedo ficou lendário. Mais velhos também dominavam a arte e técnica, como o Leonid (Uda) Streliaev e o Ivan Pinheiro Machado. Espiávamos suas façanhas e habilidades. Mesmo com as limitações técnicas, mais do que documentar cenas ou fatos solenes, preferia o inusitado, o instantâneo, o não planejado, sejam animais de jardim, o olhar sonolento de uma irmã acordando, ou colocando um garfo na boca, um animal rastejando, uma árvore desfolhada com galhos expressivos se abrindo ao céu. Depois de dominar a técnica, me interessei pelo trabalho com sombras, perspectivas, o uso do alto contraste para proporcionar gravidade para cenas triviais. Então veio o Golpe Militar, que fez com que foto passasse a ser algo perigoso, revelador de cumplicidades e posições que poderiam levar a prisão, ou mesmo desaparecimento. Em casa, caixas de fotos guardadas com carinho pelo meu pai, de encontros, churrascos, recepções em aeroportos e em comícios, sempre com a figura daquele que era seu vizinho de campo em São Borja e amigo de infância, o Presidente João (Jango) Goulart, passaram e ser perigosas, de se descobertas em batidas surpresa, poderiam levar o dono à prisão, e mesmo desaparecimento. Estas fotos passaram a ser rasgadas e depois incineradas, e as que localizei depois restaram perdidas no meio de páginas de livros. Mas a eliminação destas provas dos crimes terríveis de amizade campeira não desfez o perigo de ter o meu pai marcado, e por vários meses vivíamos na expectativa de chegar a casa e não encontrá-lo no fim do dia. Felizmente isto nuca ocorreu, mas levou-o a um “degredo” profissional, posi como era de cargo de carreira do Banco do Brasil e especialista em crédito rural, e um dos fundadores do Movimento Cooperativista, ficou privado de todos os cargos de decisão, passando a lidar com microcrédito, com pequenos agricultores no vale dos Sinos, Taquari e do Gravataí. O que por outro lado foi um presente, pois por anos acompanhava o mesmo às tardes em visitas com barcos fretados no cais junto ao Mercado Público, ou em carros de Carreira para visitar pequenas propriedades nos vales destes rios, e enquanto ele vistoriava, media áreas e conversava com a peonada, eu ficava escalando árvores, mexendo mecanismos de poços, de porteiras, observando porteiros e galpões e pensava em ângulos e luzes para documentar aquela cena, de poços com corda, galpões com luz entrando pelas frestas, cuscos espalhados pelo chão, fogueira no galpão com uma lata “chicolateira” largando fumaça, que serviam depois de inspiração para fotografias elaboradas nos nossos estúdios primitivos. Depois entrou o cinema, com a grande inspiração do filme “Blow Up’, em que a foto tinha o poder de mostrar coisas escondidas, se o fotógrafo usar sua criatividade, ousadia e rapidez para registrar cenas que depois no laboratório revelavam segredos”. Da Flika passei para maquinas com maior capacidade de regulagem, até chegar ao sonho da máquina Reflex com diferentes jogos de lentes e filtros. Minha grande parceira passou a ser uma Pentax Reflex, que fui enriquecendo de acessórios, e registrou décadas de vida, e que recuperei mesmo depois de furtada de casa de veraneio. Desolado pelo furto, passei meses procurando máquinas usadas para comprar, e vi em anúncio no correio do Povo uma descrição exatamente igual ao que foi levado, desde máquina, lentes, filtros, maleta, tripé e flash. Contratei um detetive, que junto com uma inspetora de policia se passando por comprador, recuperou todo o equipamento. Recuperada, a máquina teve vida longa, até a chegada das máquinas digitais, e por fim aposentada com o advento do celular com câmera embutida. Mas seguiu o interesse na fotografia para registrar o inusitado, o misterioso, o ângulo diferente, o gesto, o olhar, a postura, a composição eternizadora de um momento, de um caráter, de uma intenção, de um valor. Um instrumento que revela o objeto e o autor, que sintetiza e eterniza um momento único do encontro daquele que fotografa e daquele ou daquilo que é fotografado. Até hoje.

José Roque Guimarães

Nasci em Porto Alegre em 1952. Estudei no Colégio de Aplicação da UFRGS e me formei na Faculdade de Medicina da UFRGS em 1976. Pneumologista e aposentado do serviço público, sigo em consultório. Meu gosto por fotografia e viagens iniciou no colégio, quando viajava de mochila com meu amigo Roberto Giugliani. No período da faculdade tive laboratório de fotografia em casa, quando iniciei na prática analógica. Depois, vinha fotografando de forma não regular, principalmente em viagens, entre elas as de moto. Ingressando no Fotoclube Porto-Alegrense, tive a oportunidade de maior dedicação à arte. Lá, o aprendizado é contínuo, no convívio com os fotoclubistas e com exercício fotográfico mais intenso. Tenho participado de concursos e exposições. Recentemente expus junto com Marco Rezende na Confeitaria Maomé, onde minhas fotos retratam Halifax, no Canadá, e a Província da Nova Escócia daquele país.

Eliseu Paglioli

Fui introduzido na fotografia no ano de 1976, no Colégio de Aplicação da UFRGS, pelo querido Prof. Roberto Giugliani. Na época estava no segundo ano do científico e o Roberto ainda estava na faculdade de medicina (eu tinha 16 e ele deveria ter uns 22). Era a época analógica. Minha Minolta 101. Filmes preto&branco rebobinados. Revelávamos com Microdol comprado na Cambial. Imprimíamos no pequeno laboratório do colégio em bacias com os produtos químicos. Era uma emoção ver a imagem ir aparecendo no papel ainda submerso, sob luz vermelha. Peguei gosto e segui fotografando pela vida. Minha formatura foi em 1983. Fiz a foto do convite, transformei em uma lâmina de Kodalith, passei para uma matriz de serigrafia e imprimi os 8.000 convites juntamente com o meu amigo e colega Emerson Perin e as nossas namoradas Bel e Teca (com quem casamos depois). Na residência de neurocirurgia passei a documentar as cirurgias para poder mostrar em palestras, nos congressos e nas aulas que dei na faculdade de medicina da PUCRS entre 1988 e 2023. Boas imagens ajudam muito no ensino médico, e motivam quem está iniciando.

Miriam da Costa Oliveira

Meu interesse pela fotografia é tardio, iniciado há aproximadamente 20 anos e, desde então, cresceu imensamente. Se a princípio registrava as viagens, hoje registro tudo que acho bonito, interessante ou curioso, exceto pessoas – essas, quando o faço, não são identificáveis. Inicialmente fotografava com máquinas semiprofissionais; hoje só faço mobgrafia, abusando do celular. Posto diariamente no Instagram (@miriam.no.insta) desde 2017, nos eixos viagens, artes visuais e Porto Alegre. Publiquei recentemente um primeiro livro não-técnico onde as fotos (mais de quinhentas) rivalizam com o texto – "Minha Paris e um pouco mais". Preparo agora um segundo livro, que também privilegiará as imagens e pressinto que inicio, rumo ao futuro, uma nova atividade que tem como ferramenta meu encanto ao fotografar.

Sérgio Roithmann