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A maconha não é droga inocente, diz Acadêmico

“A maconha não dá nada”, como dizem os defensores da legalização e do uso recreativo da droga? Ao contrário, contestou o Acadêmico Sérgio de Paula Ramos, durante evento on-line, ontem (16), cujo enunciado era exatamente esta interrogação.

A ciência, afirmou ele, comprova cada vez mais contundentemente, através de pesquisas sérias e consistentes estudos, que a cannabis causa diversos prejuízos físicos e mentais para os usuários, com decorrências sociais importantes.

Em entrevista transmitida no curso de Pós- graduação em Dependências Químicas e Comportamentais da Artmed/PUCRS, o psiquiatra que é referência na área, alertou para os riscos da dependência, condição que apresenta efeitos deletérios, os quais vão se instalando de forma insidiosa e, por isso mesmo, nem sempre percebidos. “A maconha não é inocente, como alguns dizem, está associada a aumento do risco para ulterior desenvolvimento de esquizofrenia, ansiedade, depressão, bem como ideação suicida e tentativas de suicídio”.

O uso descontrolado da maconha pode ser vinculado, também, ao aumento da criminalidade e mesmo da alta de acidentes de trânsito, como revelou uma pesquisa feita no Colorado, nos Estados Unidos, onde a droga foi legalizada. No Uruguai, primeiro país a regularizar a venda e o consumo da maconha, são preocupantes os impactos sociais que deterioram a qualidade de vida da população. “A própria facção criminosa PCC com origem no Rio de Janeiro já está instalada no Uruguai dada às facilidades para a ação criminosa a partir do tráfico de drogas”, disse ele.

A live científica foi acompanhada por um público numeroso e diversificado de estudantes, professores, médicos e leigos de cidades de vários estados brasileiros, entre os quais São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Paraná e Bahia.