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Acadêmico Waldomiro Manfroi relembra trajetória e desafios do ensino médico no Brasil

Em maio de 2008, o Ministro da Educação nomeou o Dr. Waldomiro Manfroi para representar o RS na comissão especial que avaliaria os cursos de Medicina do país. A escolha não surpreendeu. Manfroi era cardiologista renomado, professor respeitado, especialista em Educação e escritor de ficção premiado.

Haddad sabia que escolhia um profundo conhecedor do ensino médico. A carreira de Manfroi foi construída passo a passo: começou como docente voluntário em 1970 e chegou ao cargo de Pró-Reitor de Extensão da UFRGS.

Ele dirigiu a Faculdade de Medicina da universidade em dois mandatos (1985–1988 e 2001–2005). Como Pró-Reitor, redefiniu a extensão universitária, que, para ele, era “a universidade na sociedade”. Aproximou a instituição da comunidade, criando 42 grupos multidisciplinares em atuação direta junto à população.

Aos 88 anos, titular da cadeira 58 da ASRM, Manfroi ainda repete sua convicção:
“Ensinar é um processo coletivo de construção do conhecimento entre professor e alunos. Não é apenas dar aula.”

Segundo ele, a tentativa de reformar o ensino médico durou enquanto Haddad esteve no Ministério da Educação. Nos anos seguintes, com a abertura de faculdades de baixa qualidade, os avanços se perderam, comprometendo a formação médica e a saúde da população.

“A solução é governamental, mas há um abismo entre prometer e cumprir”, alerta. Ainda assim, não se entrega ao pessimismo: “O que me dá esperanças é ver que, em tantas batalhas, as lideranças — pensadores e educadores — jamais se omitiram.”

Acompanhe a entrevista completa com o Acadêmico Waldomiro Manfroi, que traz reflexões sobre o ensino médico no Brasil e relembra sua trajetória.