Seis Acadêmicos da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) foram destaque em entrevistas ao programa Canal Simers, conduzido pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Dr. Marcelo Matias. Em cada conversa, revelaram experiências, valores e visões que marcaram suas trajetórias e contribuíram para o desenvolvimento da medicina gaúcha e brasileira.
O Acadêmico Sérgio de Paula Ramos, presidente da ASRM, relembrou mais de cinco décadas dedicadas à psiquiatria, psicanálise e ao enfrentamento da dependência química. Formado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado pela Unifesp e especialização pela ABEAD, destacou como experiências pessoais despertaram sua vocação para a saúde mental. Ressaltou ainda o enfrentamento do preconceito histórico em relação ao alcoolismo e a importância de uma abordagem humanizada, capaz de transformar a vida do paciente e de sua rede de convívio.
Com mais de 60 anos de carreira, o Acadêmico Aloyzio Achutti, membro emérito e ex-presidente da ASRM, consolidou-se como referência da cardiologia brasileira. Pioneiro em programas de prevenção de doenças crônicas e cardiovasculares, atuou em iniciativas de epidemiologia, combate ao tabagismo e defesa da saúde coletiva. Reconhecido como formador de gerações de médicos, construiu uma trajetória que alia pesquisa, ensino e compromisso com a saúde pública.
O Acadêmico Luiz Lavinsky, membro titular e ex-presidente da ASRM, tornou-se referência internacional na otorrinolaringologia. Pioneiro no implante coclear no Sul do Brasil e introdutor de tecnologias inéditas na América do Sul, também foi responsável por importantes avanços no tratamento da surdez profunda e das doenças do labirinto. Autor de inúmeras publicações e palestrante em mais de 350 eventos, deixou como marca a integração entre assistência, pesquisa e ensino.
O Acadêmico Gilberto Schwartsmann, também ex-presidente da ASRM, é oncologista de renome internacional, professor emérito da UFRGS e escritor. Liderou pesquisas pioneiras no tratamento do câncer e formou gerações de médicos, mas também se destacou como gestor cultural e colecionador de obras raras. Em sua entrevista, reforçou a defesa de uma medicina humanizada, que vai além da cura e encontra na arte um espaço de reflexão sobre a vida, a morte e o legado humano.
A Acadêmica Thêmis Reverbel da Silveira, pioneira na gastroenterologia e hepatologia pediátrica no Brasil, compartilhou uma trajetória marcada pela curiosidade científica e pela paixão pelo ensino. Com doutorado em genética e atuação de destaque no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foi responsável pela criação do Centro de Pesquisas da instituição e pela formação de gerações de profissionais. Em seu relato, relembrou os desafios das primeiras médicas formadas em um ambiente predominantemente masculino, afirmando com orgulho: “Eu queria ser médica, mãe e mulher, tudo ao mesmo tempo. O sucesso nunca é gratuito, mas vem da persistência em fazer o que se ama.”
A Acadêmica Miriam da Costa Oliveira, endocrinologista e ex-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), falou sobre o equilíbrio entre docência, gestão e pesquisa. Fundadora do Centro de Neuroendocrinologia da Santa Casa, é reconhecida por sua atuação em doenças raras da hipófise e pela contribuição à formação médica. Primeira mulher a presidir a ASRM, destacou a importância da educação como pilar da medicina e da presença feminina em cargos de liderança: “Eu nunca deixei de ser professora. Ensinar é também uma forma de cuidar, e o cuidado é o centro de toda a medicina.”
Todas as entrevistas estão disponíveis na íntegra nos links abaixo: