Alfeu Bicca de Medeíros, Alvaro Barcellos Ferreira, Antonío Alves de Paula Azambuja, Antonio Saínt Pastous de Freitas, Astrogildo de Azevedo, Augusto Duprat, Aureliano de Figueiredo Pinto, Aurélio de Lima Py, Bruno Atílio Marsiaj, Carlos Candal dos Santos, Carlos Hofmeister, Carlos Wallau, Celestino de Moura Prunes, Celso Machado de Aquíno, Cesar Augusto da Costa Avila, Clovis Bopp, Darcy Xavier, Decio de Almeida Martins Costa, Dyonelio Tubino Machado, Edmundo Berchon Des Essarts, Eduardo Sarmento Leite da Fonseca, Elyseu Paglioli, Estela Budianski, Flávio Kroeff Pires, Francisco Marques Pereira, Franklin Olivé Leite, Frederico Rítter, Gabino Prates da Fonseca, Heitor Annes Dias, Homero Fleck, Hildebrando Westwphalen, Hugolino Leal de Andrade, Ivo Correa Meyer, Jacinto Godoy Gomes, Jacy Carneiro Monteiro, Jandir Maia Faillace, João Carlos Gomes da Silveira, João Guilherme Valentim, João Lisboa de Azevedo, José Fernando Domingues Carneiro, José Luiz Flores Soares, José Mariano da Rocha, Luiz Francisco, Guerra Blessmann, Luiz Soares Sarmento Barata, Manoel José Pereira Filho, Maria Clara Mariano da Rocha, Mario Alvares Martins, Mario do Amaral Araujo, Mário Totta, Martin Gomes, Mauricio Seligman, Moises Alves de Menezes, Octávio de Souza, Olinto de Oliveira, Paulo de Queíroz Telles Tibiriça, Paulo Luiz Vianna Guedes, Protásio Alves, Raul Moreira da Silva, Raul Pilla, Thomaz Laranjeira Mariante. Muitos destes nomes nos soam familiares porque até há bem pouco estiveram conosco ou porque deram nomes a logradouros e instituições públicas. Pouco mais da metade deles foram professores da recém centenária Faculdade de Medicina da UFRGS, mas todos fizeram escola, transmitindo sua experiência e conhecimentos, ensinando técnicas e passando de mão em mão valores humanos burilados durante mais de 25 séculos que não podem ser trocados pelas fugazes conquistas científicas, nem perdidos na voragem do consumo e da mudança.
Foram especialistas em clínica, cirurgia, nefrologia, radiologia, cancerologia, pediatria, patologia clínica, psiquiatria, neurologia, ortopedia, dermatologia, anestesia, cardiologia, oftalmologia, otorrino-larigologia, ginecologia, obstetrícia, saúde pública, pnenumonologia, urologia, tisiologia, endocrinologia, anatomia-patológica, mas sobretudo, todos, primariamente médicos.
Eram de Porto Alegre, do Alegrete, de Pernambuco, de Tupanciretã, de Bagé, de Cruz Alta, de Santa Maria, de Quaraí, de São Gabriel, de Caxias do Sul, de Pelotas, de Rosário do Sul, de Palmeira das Missões, de Santana do Livramento, de Uruguaiana, de São Paulo, de Rio Pardo, de Taquari, de Nova York, todos comprometidos com as comunidades que adotaram, envolvidos em política, criaram institutos, hospitais, instituições médicas (AMRIGS, CREMERS, SIMERS, etc…) envolveram-se muitos em educação, e ainda sobrava tempo para literatura, artes, esportes e até agro-pecuária.
São estes sessenta médicos os patronos das cadeiras da Academia Sul-riograndense de Medicina, chamados para representar muitos outros, do mesmo modo brilhantes, outros entretanto humildes e quase desconhecidos (menos daqueles que conseguiram salvar ou consolar). Foram chamados também para homenagear os mais de vinte mil médicos atualmente existentes em nosso Estado, e muitos mais que por aqui passaram, prestando seu serviço para mais de dez gerações, cuidando da vida, da saúde, da doença, do sofrimento e da morte.
A Academia, com o apoio da APLUB, lança este ano o primeiro tomo de uma série com as biografias de seus patronos. Estarão entre os 20 primeiros os mais comprometidos com nossa Faculdade Centenária. A vida e a obra de cada patrono daria no mínimo um livro. Esta série pretende provocar futuras contribuições especialmente em torno daqueles que ainda não tiveram suas histórias e idéias contadas como mereciam.
Não se trata apenas de relembrar ou homenagear personalidades, mas de suscitar discussão em torno das idéias e valores que os motivaram, oportunidade para mostrar exemplos reais e nossos, em condições menos favoráveis, e não simplesmente modelos idealizados e distantes.
Trata-se de, em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (que teve na área da saúde e da medicina seu germe de desenvolvimento), e com as outras entidades médicas, buscar novos parceiros para desvendar os caminhos da qualidade de vida, e contribuir para um projeto humano abrangente – que não se restrinja a um desenvolvimento setorial desequilibrado e insustentável – mas possa realizar a grande visão da medicina que é a promoção e a proteção da saúde e a recuperação dos enfermos, para viverem num mundo no qual possam ser felizes.