

O descerramento da fita verde, inaugurando o Memorial Sanatório Belém, na Casa da Memória Unimed Federação RS, foi emblemático da importância histórica do primeiro hospital do estado dedicado exclusivamente a abrigar tuberculosos, atingidos por uma epidemia de alta mortalidade no século passado.
“Essa memória agora passa a ficar preservada em seu patamar histórico”, emocionou-se o Acadêmico Luiz Augusto Pereira, que atuou no estabelecimento por cinco décadas e que se empenhou, de modo incansável, no resgate idealizado pelo Acadêmico Nilson Luiz May, finalmente concretizado na noite de quinta-feira, dia 17.
“Nosso objetivo é manter vivo todo o rico legado do sanatório”, festejou o anfitrião e presidente da Unimed RS.
Criado em 1934, o sanatório foi inaugurado em 1943 pelo presidente da República Getúlio Vargas, apoiando um grupo de tisiologistas liderados pelos médicos Manoel Pereira Filho, que foi seu presidente, e Oscar Pereira, secretário.
Rebatizado de Hospital Parque Belém, fechou as portas em 2017. Desde então, o acervo foi se perdendo e a estrutura predial foi leiloada. Alguns documentos, teses médicas históricas, centenários slides, vídeos antigos e placas de identificação em bronze foram recuperados nos últimos anos, passando a integrar o memorial.
Entre os participantes do evento, destacou-se o entrelaçamento familiar dos sobrenomes Pereira, May, Fay e Ruttkay, Alves, vinculados a prenomes como Antonio e Arthur, irmãos de Luiz Augusto, Protásio e Belmiro. E Manuel, do Acadêmico Manuel Ruttkay Pereira, que compartilhou a homenagem com a Acadêmica Miriam da Costa Oliveira e os confrades Germano Bonow, Valter Duro Garcia e Cláudio Marroni.


Fotos : Divulgação Casa da Memória