Faleceu neste domingo, 12 de abril, em Passo Fundo, o médico e professor Gilberto Tubino da Silva, aos 86 anos.
Natural de Quaraí, nascido em 1939, iniciou seus estudos em Porto Alegre, no Colégio Júlio de Castilhos, e graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao longo de sua trajetória, dedicou-se à angiologia e à cirurgia vascular, com especializações realizadas em centros de referência no Brasil e no exterior. Desde 1976, era reconhecido como especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Sua atuação em Passo Fundo marcou profundamente o desenvolvimento da medicina na região. Professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF), teve papel relevante na formação de gerações de médicos. Também exerceu funções de liderança, como chefe do Departamento de Cirurgia e diretor da instituição entre 1986 e 1992. Em 1981, participou de um momento histórico ao realizar o primeiro transplante renal no Hospital São Vicente de Paulo.
Foi um dos responsáveis pela estruturação da formação em cirurgia vascular na região, tendo fundado e coordenado o Programa de Pós-Graduação na área no Hospital São Vicente de Paulo. À frente da residência médica por mais de três décadas, entre 1980 e 2014, também contribuiu com a formação de especialistas no Hospital de Clínicas de Passo Fundo.
Seu reconhecimento ultrapassou os limites regionais. Foi um dos pioneiros na inclusão da angiologia e da cirurgia vascular nos currículos médicos no Brasil, conquista que lhe rendeu, em 1987, a Ordem do Mérito Angiológico René Fontaine, uma das mais relevantes distinções da especialidade.
Com sólida produção científica, publicou diversos trabalhos no Brasil e no exterior, além de atuar ativamente no avanço do conhecimento médico, como fundador da Revista Médica da Faculdade de Medicina da UPF e editor-chefe de publicações como a Revista da Unimed Planalto Médio e da AMEPLAN.
Também foi um dos fundadores da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, contribuindo para a consolidação da instituição e para o fortalecimento da medicina no estado.
Gilberto Tubino da Silva deixa quatro filhos, três netos, além de um legado para a medicina brasileira.