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Pioneirismo do Acadêmico Ivo Nesralla é lembrado em Zero Hora

O pioneirismo do Acadêmico Ivo Nesralla foi destaque na coluna Almanaque Gaúcho, de Zero Hora, na edição de 28 de setembro. A publicação relembrou o primeiro transplante cardíaco em uma mulher no Rio Grande do Sul, realizado em 15 de setembro de 1986, no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, pela equipe liderada pelo cirurgião.

A paciente, a arquiteta e pintora Leda Eleonora Heinrich, de 30 anos, tornou-se a primeira mulher a receber um coração no Estado. Quatro décadas depois, a coluna resgatou esse marco da medicina gaúcha e a atuação da equipe responsável pelo procedimento.

Falecido em 2020, Nesralla construiu uma trajetória marcada por contribuições pioneiras à cirurgia cardiovascular. Entre 1966 e 1967, foi médico residente no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, sob a orientação de Adib Jatene. Em 1968, realizou estágios em centros de referência nos Estados Unidos, ampliando sua formação na especialidade.

No ano seguinte, assumiu a chefia do Serviço de Cirurgia Cardiovascular do Departamento de Cirurgia da UFRGS, sucedendo Cid Nogueira. Também idealizou e implantou o Serviço de Cirurgia Cardiovascular do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

Em 1970, realizou a primeira cirurgia de revascularização do miocárdio com ponte de veia safena no Estado, uma das primeiras do Brasil. Em 1973, empregou, pela primeira vez no país, a técnica de hipotermia profunda com parada circulatória total para corrigir defeitos cardíacos congênitos complexos em crianças de baixo peso.

Sua atuação também se estendeu à cultura, tendo exercido a presidência da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) em diferentes períodos.